Pelas viagens e passeios desta vida encontro sempre a presença portuguesa e apesar de ter já em arquivo algumas das que encontrei por aqui, não posso deixar de isolar esta.
Eu já sabia da origem da tradição do chá das cinco na Grã-Bretanha, mas faltava-me um pormenor.
D. Catarina de Bragança é a culpada da cup a tea e não é que a primeira vez que bebeu foi aqui mesmo em Portsmouth?! Pois, diz que sim... estava sua alteza aguardando a chegada do seu noivo, o rei Charles II, que se atrasou para a(s)* cerimónia(s)* do casamento, quando achou que era a altura certa para um chazinho daqueles que os portugueses tinham trazido da India.
Foi ali, logo à entrada de Portsmouth de quem vem do mar que se deu o ritual que haveria de mudar para sempre Inglaterra e arredores.
E não é que esse local está assinalado!!
*no plural, porque foram duas as cerimónias para um casamento: a anglicana e a católica, respeitando a religião de cada um dos nubentes.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Portsmouth - Veraneando
Deste lado do hemisfério é verão, tempo de praia, peles brozeadas, biquinis coloridos, óculos de sol.
Hoje fui à praia! E tirei fotos!(que mais podia fazer?)
Mas vejam como as crianças devem ter outra opinião:
Hoje fui à praia! E tirei fotos!(que mais podia fazer?)
Mas vejam como as crianças devem ter outra opinião:
Portsmouth - casas e casinhas
Quem me costuma acompanhar via Blog, sabe que me detenho prazenteiramente em frente das habitações locais, admirando portas e janelas, jardins e canteiros, cercas e portões.
Hoje tive desses momentos que apesar de fugazes serviram para registar o que os meus olhos viam. Assim posso avivar a minha memória e deixar-vos uma ideia do local onde me encontro.
O tempo está de feição e já lá vão dois dias sem chuva e hoje até arrisquei sair de sandalita nos pés... (correu bem!)
A zona sul de Portsmouth tem habitações mais cuidadas e requintadas do que a norte e é um regalo para a minha vista, passear-me e poder apreciar a rua. Tive uns minutos para olhar com mais atenção o caminho que faço da paragem de autocarro para a Portsmouth High School.
Gosto muito da forma como tentam tirar proveito do sol, escasso por estes lados. As janela (normalmente das salas) expandem-se, salientando-se da parede e ganhando assim mais uma vidraça de cada lado.
Esta última é especial. Achei que seria uma igreja, mas quando vi a entrada principal, fiquei admiradíssima com o que era realmente. O toldo anuncia o serviço.
Hoje tive desses momentos que apesar de fugazes serviram para registar o que os meus olhos viam. Assim posso avivar a minha memória e deixar-vos uma ideia do local onde me encontro.
O tempo está de feição e já lá vão dois dias sem chuva e hoje até arrisquei sair de sandalita nos pés... (correu bem!)
A zona sul de Portsmouth tem habitações mais cuidadas e requintadas do que a norte e é um regalo para a minha vista, passear-me e poder apreciar a rua. Tive uns minutos para olhar com mais atenção o caminho que faço da paragem de autocarro para a Portsmouth High School.
Gosto muito da forma como tentam tirar proveito do sol, escasso por estes lados. As janela (normalmente das salas) expandem-se, salientando-se da parede e ganhando assim mais uma vidraça de cada lado.
Esta última é especial. Achei que seria uma igreja, mas quando vi a entrada principal, fiquei admiradíssima com o que era realmente. O toldo anuncia o serviço.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Boas-vindas
A empresa de transportes que utilizo aqui também me deu as boas-vindas, vejam lá como dão os seus recados às pessoas, gostam?
No regresso a casa, voltei a ter tratamento VIP. O motorista era português e até se disponibilizou a transportar uma colega, que tinha passe da empresa concorrente.(Vai ter que esperar pela próxima. Já era tarde quando demos conta disso.) Não foi uma simpatia?
No regresso a casa, voltei a ter tratamento VIP. O motorista era português e até se disponibilizou a transportar uma colega, que tinha passe da empresa concorrente.(Vai ter que esperar pela próxima. Já era tarde quando demos conta disso.) Não foi uma simpatia?
Portsmouth High School dá-me as boas-vindas
Logo pela fresquinha saí em direção à paragem de autocarro, que por sinal é diferente das nossas. Espreitem lá a foto! Já viram porquê?
Demorei cerca de 15m rumo ao sul e fui surpreendida pela beleza do edifício que me esperava, para me acolher nas sessões de formação. Mas que casinha tão amorosa e simpática, numa zona habitacional muito cuidada e requintada! Este edifício é no entanto ladeado pela escola propriamente dita, onde as alunas têm as suas aulas e intervalos.
O interior da escola é maravilhosamente isolado, pelo que não há ruídos, a nossa deslocação nos corredores é abafada e na sala de aula a formadora não precisa sequer de projetar a voz; quando os formandos falam, mesmo que em conversas cruzadas não se ouve a cacofonia das salas de aula das nossas escolas. Além disso, a sensação de conforto é imensa e não há o ensudecedor barulho do arrastar de mesas ou cadeiras...
Ó fachabore, sr. ministro, quero umas salitas destas lá para a minha escola!
Demorei cerca de 15m rumo ao sul e fui surpreendida pela beleza do edifício que me esperava, para me acolher nas sessões de formação. Mas que casinha tão amorosa e simpática, numa zona habitacional muito cuidada e requintada! Este edifício é no entanto ladeado pela escola propriamente dita, onde as alunas têm as suas aulas e intervalos.
O interior da escola é maravilhosamente isolado, pelo que não há ruídos, a nossa deslocação nos corredores é abafada e na sala de aula a formadora não precisa sequer de projetar a voz; quando os formandos falam, mesmo que em conversas cruzadas não se ouve a cacofonia das salas de aula das nossas escolas. Além disso, a sensação de conforto é imensa e não há o ensudecedor barulho do arrastar de mesas ou cadeiras...
Ó fachabore, sr. ministro, quero umas salitas destas lá para a minha escola!
domingo, 11 de agosto de 2013
Cursos e passeios
E a história repete-se: em 2008 inaugurei este blog para enviar sinais de mim a partir da Irlanda (aqui estão as memórias), em 2010 foi de Berlim que chegaram notícias, voltei a dar sinais em 2011 da Escócia e desta vez cá estou em Portsmouthn Inglaterra em mais um curso para professores.
Fiquem atentos! Mas por agora espreitem as memórias. (Já sabem que estão organizadas ao contrário: passando de cima para baixo leem-se primeiro as últimas e as primeiras em último, confuso?)
Fiquem atentos! Mas por agora espreitem as memórias. (Já sabem que estão organizadas ao contrário: passando de cima para baixo leem-se primeiro as últimas e as primeiras em último, confuso?)
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Livro(s) na Praia
Foi há mais de 20 anos que entrei numa livraria de praia daquelas que têm livros e bóias e biquínis e revistas e bronzeadores e baldes e pás e tudo e tudo. Nos escaparates, romances cor-de-rosa, outros mais negros, presumo eu, que não me lembro do manancial de escolha…
Peguei num, e rumei ao areal entusiasticamente que mal podia esperar por mergulhar nas linhas, entenda-se, da obra literária que adquirira.
Toalha estendida na direcção certa, de quem quer um tom de pele bronze, posição adequada e… a desilusão!
Continuo sem me lembrar porque o escolhi, mas não posso esquecer o que senti quando o folheei (não o terei feito na loja?): aquela mancha negra nada condizente com o mar, o sol, a areia douradinha… páginas e páginas com letras e frases e linhas e linhas quase sem pontuação, um pontinho final, um parágrafo… Corri de volta à casa da partida, “Ah, desculpe, eu comprei este livro aqui para oferecer e a pessoa já o tem, posso trocar?” Levei um policial bem catita, que me entusiasmou naqueles dias de calor.
A vontade de retornar ao repudiado tem-me acompanhado desde então, mas achava sempre que não era a altura certa, receosa da repetição do insucesso. Tenho lido outras coisas do autor “mas tem cada coisa seu tempo” (citação do narrador).
Mais de duas décadas passadas, o sol, o mar e a areia condizem com o MEMORIAL DO CONVENTO.Cada palavra usada de forma brilhante, cada frase construída com a mestria de quem tem um dom.
Tem sido um encanto, um prazer tremendo deixar-me levar naquelas linhas aparentemente amontoadas, mas com uma arrumação inacreditavelmente bela. Confesso que me foge a concentração por vezes e tenho que procurar o fio da meada, mas depressa o retomo e o deleite volta em dobro, porque a atenção redobrou por segundos.
Toalha estendida, pé na areia, o mar a traçar o horizonte e a mesma obra, lida com outros olhos, os meus de sempre.
Peguei num, e rumei ao areal entusiasticamente que mal podia esperar por mergulhar nas linhas, entenda-se, da obra literária que adquirira.
Toalha estendida na direcção certa, de quem quer um tom de pele bronze, posição adequada e… a desilusão!
Continuo sem me lembrar porque o escolhi, mas não posso esquecer o que senti quando o folheei (não o terei feito na loja?): aquela mancha negra nada condizente com o mar, o sol, a areia douradinha… páginas e páginas com letras e frases e linhas e linhas quase sem pontuação, um pontinho final, um parágrafo… Corri de volta à casa da partida, “Ah, desculpe, eu comprei este livro aqui para oferecer e a pessoa já o tem, posso trocar?” Levei um policial bem catita, que me entusiasmou naqueles dias de calor.
A vontade de retornar ao repudiado tem-me acompanhado desde então, mas achava sempre que não era a altura certa, receosa da repetição do insucesso. Tenho lido outras coisas do autor “mas tem cada coisa seu tempo” (citação do narrador).
Mais de duas décadas passadas, o sol, o mar e a areia condizem com o MEMORIAL DO CONVENTO.Cada palavra usada de forma brilhante, cada frase construída com a mestria de quem tem um dom.
Tem sido um encanto, um prazer tremendo deixar-me levar naquelas linhas aparentemente amontoadas, mas com uma arrumação inacreditavelmente bela. Confesso que me foge a concentração por vezes e tenho que procurar o fio da meada, mas depressa o retomo e o deleite volta em dobro, porque a atenção redobrou por segundos.
Toalha estendida, pé na areia, o mar a traçar o horizonte e a mesma obra, lida com outros olhos, os meus de sempre.
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